O padre Bonaventura Pelegri deixou-nos, na manhã de terça-feira, dia 5 de Dezembro. Morreu em Lerida, terra onde nasceu camponês, se fez bancário e onde, mais tarde, foi ordenado.
Alguns de nós conhecerem-no num Encontro de Reflexão Teológica. Outros conviveram com ele nas andanças da JECI ou do MIEC.
Foi um catalão excelente, um caminheiro incansável, um padre notável. Antes de João Paulo II ser papa, já ele falava quatro ou cinco línguas, tinha percorrido meio mundo, sido perseguido e vira alguns dos seus amigos mortos pelas ditaduras militares sul-americanas. O seu coração, porém, não se tornou duro, embora a sua língua ganhasse a veemência de quem conhecesse a injustiça, a arbitrariedade e a repressão. Desse conhecimento retirou a claridade do olhar com que lucidamente observava as coisas, as pessoas e os sistemas.
Fez-nos companhia durante muito tempo. Tão forte companhia que, memos de longe,
continuávamos a conversar com ele. Tal como o continuaremos a fazer. A sua memória confunde-se com a do seu humor, a da sua imensa paciência, a da sua enorme capacidade de trabalho e a da sua notável presença pedagógica.
Da sua fé damos testemunho. Na comunidade dos santos ele vela por nós,
Jorge Wemans