Metanoia

Movimento Católico de Profissionais


Queremos uma sociedade mais justa?
Os cidadãos e o Estado

O ponto de interrogação no título não é nada inocente. Ao regressarmos a este tema estamos conscientes de um certo cansaço, de alguma impaciência, de bastante desilusão, de uma dúvida crescente.

Apesar dos princípios consagrados na Constituição da República ou na vasta documentação da “doutrina social da Igreja”, apesar de muitos programas e ações, a sociedade portuguesa continua a ser marcada por profundas e injustas desigualdades. À escala global, milhões de pessoas saem da pobreza – China, Brasil, Índia… - mas as desigualdades persistem e, em muitos casos, agravam-se.

Ao contrário do que pudemos pensar ou desejar, as sociedades contemporâneas não avançam necessariamente no sentido de uma maior justiça social, como se pode perceber de forma muito expressiva numa fase de ressaca da falência de regimes políticos erigidos em nome da “igualdade”. Confrontamo-nos mesmo com sinais de maior polarização nos rendimentos e na forma de vida, nas cidades e na ocupação do território, de aumento dos valores do risco de pobreza, em especial entre as crianças e os adolescentes e, em segundo linha, entre os mais idosos.

As desigualdades assumem uma qualidade sistémica, pois os efeitos nos diversos campos são cumulativos – rendimentos, cuidados de saúde, habitação, alimentação, educação, emprego, capital social, etc.. As desigualdades reproduzem-se, enraízam-se, adquirem uma natureza estrutural e aparecem aos olhos de muitos como inelutáveis.

Importará começar por definir justiça social e clarificar conceitos como justiça, equidade e igualdade, bem como interrogar algumas perspetivas que se nos apresentam como senso comum - o mérito e a meritocracia, diferentes formas de legitimação das desigualdades, a inveja dos “perdedores” e a vitória dos “melhores”. Para tal será necessário mobilizar os contributos de diversas áreas de saber – filosofia moral e política, antropologia, economia, ação política, teologia, história…

O que nos propomos neste encontro?

1. Fazer um ponto de situação da sociedade portuguesa em matéria de justiça social, em vertentes como a distribuição de rendimentos e de oportunidades, os índices de pobreza, as virtualidades e os limites das políticas públicas aplicadas.

2. De forma particular, analisar algumas áreas específicas para perceber como estão a contribuir para a reprodução das desigualdades ou para a sua redução. Para tal, selecionámos áreas da educação, da saúde e do emprego/trabalho, sem prejuízo de contributos noutras áreas que os participantes queiram apresentar.

3. Tentar explicitar alguns subentendidos – antropológicos, filosóficos, políticos, teológicos -, procurando responder a perguntas como estas:

- Porque temos uma sociedade tão injusta?

- Porque devemos procurar uma sociedade mais justa?

- O que estamos dispostos a fazer para termos uma sociedade mais justa?

- Qual o lugar da ação pessoal, das organizações e do Estado?

4. Identificar perspetivas, caminhos e campos de intervenção que merecem mais atenção, conhecimento e ação.

sábado - 28 fevereiro 2015,

10.30 – Abertura

10.45 – As desigualdades em Portugal: Ponto de situação - Carlos Farinha Rodrigues

11.30 - Perspetivas setoriais:
- Educação - José Soares
- Saúde -Suzete Gonçalves
- Trabalho e emprego/empresas - Américo Monteiro

12.15 - Debate

13.00 – Intervalo para almoço

14.30 –  De uma “economia que mata” a uma economia mais justa - Manuela Silva

15.15 – Debate

16.15 – Intervalo

16.45 – Justiça Social e Cidadania - Caminhos para uma Sociedade mais Justa - Álvaro Laborinho Lúcio

17.30 – Debate

18.30 – Conclusões e encerramento

20.00 – Jantar

21.00 -  Filme seguido de debate

Já pode fazer a inscrição: [ AQUI ]
Pagamento:

Não Associados do Metanoia: 10 €

Associados do Metanoia: 8 € (sujeito a perequação)

- Transferência bancária ou numerário (no local)
NIB: 003501270003312353057  -  IBAN: PT50 0035 0127 00033123530 57
Prazo:
Até 15 de fevereiro 2015 (se estiverem em causa refeições e alojamento)

Alojamento:
Dormida e pequeno almoço:
- Ind. 25€/noite
- Duplo 38€/noite Almoço ou jantar: 9 € (5 € se c/ alojamento)
Deslocação:
As despesas de viagem serão partilhadas, usando-se o habitual sistema de perequação que se aplica apenas aos associados.
Por favor, informe-nos se precisa de transporte ou se tem lugares disponíveis no carro, para reduzir os custos da deslocação.
Local:
Casa Diocesana do Vilar
Rua Arcediago Van Zeller, 50 4050-621 Porto
226 056 000  -  910 274 982
Coord:  Lat: 41º 8' 60"N Long: -8º 37' 42"W
http://www.seminariodevilar.pt/
(nesse site, há um mapa e mais informações sobre como chegar)

domingo - 1 março 2015

ASSEMBLEIA GERAL

Apenas para os associados do Metanoia

[consultar aqui]

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