Objectivos
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Muitos de nós nascemos numa época em que a intervenção política era um apelo e um dever, um impulso existencial num regime autoritário onde não existia liberdade de expressão nem de associação. Esse dever de intervenção surgiu também na esfera da Igreja, onde o Concílio Vaticano II e as encíclicas Pacem in Terris e Populorum Progressio marcaram uma geração, que teve nos movimentos da Acção Católica uma escola de compromisso. A qual, em muitos casos, se prolongou para uma actividade política assumida, enquadrada ou não por movimentos ou partidos organizados.
Instaurada uma democracia parlamentar com o 25 de Abril de 1974, reconhecidos os direitos políticos tão reclamados, criadas finalmente as condições necessárias à livre expressão e participação de todos os cidadãos na coisa pública, vividas então entusiasticamente, assiste-se hoje, paradoxalmente, a um distanciamento e a um desencanto com a política e os políticos, sendo estes muitas vezes vistos como actores duma cena em que os cidadãos são meros espectadores, com direito apenas a palmas ou assobios.
É certo que a revolução tecnológica trouxe novas oportunidades de participação, que a blogosfera deu voz a muitas vozes, que a Internet derrubou muitas fronteiras. Mas persiste uma distância, se não uma ruptura, entre a intervenção de proximidade, o voluntariado, a economia solidária e o aparelho político institucional, que assegura a governação do Estado.
Por outro lado, muitas das decisões políticas surgem fundamentadas em estudos e na acumulação de conhecimentos, que o cidadão não consegue digerir/contestar. Como debater, então, os fundamentos da acção política e participar na definição de objectivos, na formulação das decisões? Ou, de um modo mais geral, a partir de que horizonte exercer a crítica, com que fundamento inscrever expectativas?
É sobre este tema que pretendemos reflectir na Sessão de Estudos 2010, com a ajuda de alguns convidados e com a participação e a experiência de vida de todos os que queiram aceitar este convite e este desafio!
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Programa
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6 de Março
12h00: Recepção
13h00: Almoço
14h30: Abertura da Sessão de Estudos e apresentação dos participantes
15h00: Intervenção de Pedro Adão e Silva e debate
17h00: Pausa
17h30: Painel de Testemunhos de Convidados
19h00: Pausa
19h30: Celebração de Eucaristia
20h30: Jantar
22h00: Filme-documentário Maria de Lourdes Pintasilgo
Conversa
7 de Março
10h00: Reflexão e aprofundamento de ideias e experiências partilhadas.
Intervenção de Pedro Adão e Silva
Debate
11h30: Pausa
12h00: Síntese e comentários finais
13h00: Almoço
14h00: Assembleia-geral do Metanoia
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