Sessão de Estudos
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Pobreza e Exclusão:
interrogação ao nosso modo de vida
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Casa Diocesana de Vilar - Porto
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19 e 20 de Março 2005
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Objectivos
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Procuramos reflectir
sobre toda a realidade, sem programas de acção social, política
ou eclesial, muito menos orientações de índole profissional;
somos parte dessa realidade, dela partindo e a ela voltando,
como esforço de compreensão aprofundada e abertura a
empenhamento consequente.
(Linhas de
Identidade do Metanoia).
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A pobreza associada à baixa qualificação
profissional e baixos salários em importantes sectores da nossa economia
e à incipiência dos serviços públicos de segurança e solidariedade
social é um dado estrutural na sociedade portuguesa, agravado em
períodos de recessão económica. Por isso, a não ser que os pobres e
excluídos se tornem mal comportados e ponham em causa a nossa
segurança e propriedade, aceitámos a pobreza e atribuímo-la a variáveis
de natureza pessoal como a falta de ambição, a preguiça, a
incompetência, a indigência...
A pobreza e a exclusão não resultam apenas de situações imponderáveis
associadas à doença, à velhice, ao desemprego, à toxicodependência, à
desorganização das famílias. Em Portugal, elas são inerentes ao nosso
modelo de organização social e económica que, apesar de importantes
progressos no que respeita a direitos sociais, nunca garantiu os níveis
de protecção social alcançados por outros estados que mais precocemente
assumiram como responsabilidade sua o bem estar dos cidadãos,
especialmente o apoio aos mais carenciados, com o contributo activo de
várias formas de participação cívica. Muitos dos pobres são
trabalhadores no activo cujos baixos salários não lhes permitem garantir
uma vida digna para si e para as suas famílias.
As políticas estritamente económicas que, com uma melhor qualificação do
trabalho, eficiência na gestão das empresas e capacidade de inovação
tecnológica, procuram aumentar a produtividade e a competitividade da
economia são imprescindíveis, mas não resolvem por si só os problemas da
pobreza e da exclusão. O crescimento da economia nas últimas três
décadas tem coexistido com a persistência ou mesmo com o agravamento das
desigualdades entre os mais ricos e os mais pobres e entre regiões do
país. O mesmo se verifica, à escala global, entre países e entre
continentes.
Na convicção de que só com uma clara reorientação das prioridades no
plano pessoal, profissional, social e político é possível enfrentar o
problema da pobreza de uma forma consistente e séria, o Metanoia promove
a 19 e 20 de Março um encontro, sob o tema Pobreza e Exclusão:
interrogação ao nosso modo de vida.
Propomo-nos e convidamos a: compreender os mecanismos de produção de
pobres e excluídos, conhecer e avaliar as iniciativas públicas e
solidárias de combate à pobreza e exclusão, conversar sobre práticas
profissionais ou de voluntariado, questionar a natureza excludente ou
includente das nossas opções de vida.
Este encontro é um momento para o esforço e a abertura referidos em
epígrafe. Estão convidados todos os que, crentes de múltiplas crenças ou
não crentes, queiram tomar parte. |
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Programa
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Sábado, 19 de Março
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12h00 - 13h00 -
Recepção dos participantes
13h00 - Almoço
14h30 - 16h30 O PONTO DE SITUAÇÃO
1.
Abertura
2. A situação da pobreza e da exclusão em
Portugal
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Caracterização e factores de
explicação.
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Os mecanismos de produção de pobres
e excluídos, o poder e a diferenciação social, a distribuição de
rendimentos.
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Os mecanismos de produção de pobres
e excluídos, o poder e a diferenciação social, a distribuição de
rendimentos.
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O desconhecimento, a insegurança e o
medo do outro.
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Segmentação dos espaços de viver e
trabalhar.
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Porque é que uma sociedade se há-de
preocupar com a exclusão e há-de combatê-la?
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Intervenções de:
Luís Capucha (ISCTE
- Lisboa)
e Luís Fernandes (Universidade do Porto)
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3. Debate
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17h00 - 19h00
ATELIÊS DE DEBATE
Trabalho em ateliês simultâneos.
Ateliê 1. As políticas públicas
no combate à exclusão e à pobreza - potencialidades e limites.
Critérios, objectivos e meios. A iniciativa e o lugar da sociedade
civil, as ONG, o voluntariado, as acções de solidariedade. As
condições para a sua eficácia.
Ateliê 2. A cultura da exclusão
e da inclusão. Hierarquias sociais e formas de dominação. Os modelos
e os estilos de vida. A opção preferencial pelos pobres. Os
limites da institucionalização das respostas para idosos, crianças
em risco, etc. As inclusões mais difíceis - presos, alguns
toxicodependentes, doentes mentais, sem abrigo, etc.
20h00 Jantar
21h30 - 23h00 Continuação do trabalho em ateliês
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Domingo, 20 de Março
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10h00 - 12h00
CONCLUSÕES E PERSPECTIVAS DE TRABALHO
1. Apresentação das conclusões dos ateliês
2. Debate
3. Sugestões para o aprofundamento da reflexão e ... para a
acção.
12h00 Celebração
13h00 Almoço
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